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Mercado Imobiliário em São Paulo cresce 28%

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Mercado Imobiliário em São Paulo cresce 28%

Oportunidades e tendências para investidores

Setembro trouxe um sinal claro para quem acompanha o mercado imobiliário em São Paulo: o setor voltou a ganhar ritmo. As vendas cresceram 28,3%, e as locações avançaram 13,24%. Não é só um salto nos números, é um termômetro do que está acontecendo nas decisões das pessoas.

Após meses de cautela, o comprador voltou. O investidor voltou. E o mercado mostrou, mais uma vez, porque segue como uma das engrenagens mais resilientes da economia paulista.

Quando o mercado cresce mesmo em um cenário desafiador, isso diz muito

O que chama atenção nesses dados não é somente a porcentagem, é o contexto. Mesmo com juros altos e economia em ajuste, o setor se movimentou com força. Isso mostra que, quando o assunto é imóvel, São Paulo funciona em outra dinâmica.

O crescimento veio impulsionado por fatores que não mudam com o humor do mercado:

  • a busca por ativos mais seguros
  • crédito habitacional mais previsível
  • e um consumidor que sabe o que quer

É um movimento que revela maturidade. O mercado não está crescendo por impulso, está crescendo porque as pessoas voltaram a confiar em suas escolhas de longo prazo.

O crédito volta a conduzir o jogo

O levantamento, feito com quase duas mil imobiliárias, mostra que o financiamento continua sendo o principal motor das compras. Mesmo com juros altos, ele responde por mais de 66% das transações, um sinal claro de que as famílias voltaram a planejar o futuro.

As vendas à vista e os parcelamentos diretos também ganharam espaço, mostrando que diferentes perfis estão encontrando caminhos para entrar no mercado.

Essa diversificação é importante: quando compradores de perfis variados se movimentam ao mesmo tempo, o mercado sinaliza estabilidade.

Por que o consumidor está voltando agora?

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo | CRECISP 2ª Região chamou este momento de “retomada consistente”. E faz sentido. A inflação mais controlada e a expectativa de juros menores criam um ambiente favorável para retomar movimentos que foram adiados.

Imóvel volta a ser visto não só como proteção, mas como constância. E, num ano de tantas reacomodações econômicas, constância virou um ativo disputado.

Quem está comprando e o que está buscando

Os números mostram algo claro: o mercado hoje se move muito mais pelos hábitos do que pelas tendências.

O destaque está nos imóveis que resolvem a vida:

  • apartamentos representam 59% das vendas
  • unidades de 2 dormitórios lideram a procura
  • metragens compactas continuam ganhando força

São escolhas que atendem famílias pequenas, casais jovens, profissionais independentes e investidores que buscam liquidez.

A faixa de preço mais procurada, entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, mostra a força do segmento de médio padrão, onde o comprador encontra equilíbrio entre custo, localização e infraestrutura.

E quase metade das vendas ocorreu em regiões periféricas. Locais onde o mercado entrega mobilidade, serviços e valores mais competitivos. A cidade vive um movimento de descentralização consciente: as pessoas querem morar bem, sem pagar caro por isso.

A alta das locações confirma o movimento

O mercado de aluguel também acompanhou o crescimento. A faixa mais procurada continua sendo entre R$ 1.000 e R$ 1.500, sinal de que muita gente está priorizando localização e infraestrutura antes de decidir comprar.

Outro dado importante: o seguro-fiança ultrapassou o fiador como principal modalidade de garantia. Isso mostra um inquilino mais prático e um mercado mais profissional, exatamente o tipo de ambiente que fortalece a confiança na hora de investir.

A leitura do investidor: menos risco, mais previsibilidade

O investidor olha para esse crescimento de 28% e enxerga mais do que uma boa fase. Ele vê previsibilidade. E previsibilidade é o que sustenta retornos mais estáveis.

Com a liquidez em alta e as vacâncias mais baixas, regiões com infraestrutura consolidada e vida a pé mantêm seu protagonismo. É a lógica do “funciona hoje, continua funcionando amanhã”.

Para quem busca renda passiva, o aumento na demanda de locação abre espaço para boas oportunidades.

Para quem busca valorização, o movimento consistente mostra que o ciclo está se reaquecer.

O que esperar daqui pra frente?

A expectativa do Creci SP é de que 2025 termine em alta. O setor avança em ritmo gradual, mas firme e essa combinação é justamente a que forma ciclos saudáveis.

O movimento é sustentado por três pilares:

  • crédito que volta a fluir
  • demanda reprimida que retorna
  • e confiança que se restabelece

O próximo ano deve trazer mais profissionalização, operações mais digitais, e soluções de financiamento mais amplas.

Para o investidor e até para quem pensa no primeiro imóvel, isso significa uma chance rara de entrar enquanto o ciclo continua no início.

Em resumo, 28% não é só um dado, é um sinal! É o tipo de número que revela que o setor está se reorganizando.

Que a cidade voltou a se mover. E que quem observa o mercado com visão de longo prazo já entendeu o recado. O ciclo começou. E, no mercado imobiliário, timing é parte do retorno.

Fonte: InfoMoney

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